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As principais notícias sobre o Projeto Arte, Educação e Comunidade VI da Unicirco Marcos Forta.

Aos 16 anos na Quinta da Boa Vista, Unicirco movimenta R$ 15,7 milhões na economia do Rio, aponta FGV

Imagem da inauguração do Unicirco, em 12 de outubro de 2010. Da esquerda para a direita, Fernando William (Secretário de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro), o palhaço Muzzarela, Dom Orani Tempesta (bispo do Rio de Janeiro), Marcos Frota e Ricardo Henriques (Secretário de Assistência Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro). Foto: Arquivo Unicirco

Estudo estima que operação do projeto sustenta 141 postos de trabalho, gera R$ 3,6 milhões em renda e R$ 2,2 milhões em tributos

Ao completar 16 anos de atuação na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, o Instituto Unicirco Marcos Frota ganhou uma nova dimensão de seu impacto na cidade. Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que a operação do projeto e a movimentação de seu público geram R$ 15,7 milhões em atividade econômica, consolidando a iniciativa cultural e social também como um agente de dinamização da economia carioca. O Instituto tem apoio do governo do Estado, Secretaria de estado de Cultura e Economia criativa do Rio de Janeiro e o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Socioambiental.

A sede do Unicirco na Quinta da Boa Vista estreou em 12 de outubro de 2010. Desde então, o espaço tornou-se palco de espetáculos, atividades de formação e ações voltadas à democratização do acesso à cultura, especialmente para crianças e jovens. Agora, o levantamento da FGV permite mensurar também os efeitos econômicos produzidos pela presença permanente do projeto no território.

Segundo o estudo, a movimentação econômica total de R$ 15,7 milhões é formada por R$ 7,3 milhões em impactos diretos e R$ 8,4 milhões em efeitos indiretos. A análise estima ainda que as atividades relacionadas ao Unicirco sustentem 141 postos de trabalho, sendo 95 diretos e 46 indiretos, e gerem aproximadamente R$ 3,6 milhões em renda.

O impacto também alcança a arrecadação pública. De acordo com a FGV, a atividade associada ao projeto é responsável por cerca de R$ 2,2 milhões em tributos municipais, estaduais e federais. A contribuição estimada para o Produto Interno Bruto, calculada a partir do valor adicionado, chega a R$ 6,1 milhões.

Turma recente em formação em Duque de Caxias, com atividades em contraturno escolar. Foto: Divulgação

Para Marcos Frota, presidente e fundador do Instituto Unicirco, os números ajudam a traduzir uma dimensão do projeto que nem sempre é visível quando se observa apenas o espetáculo ou as atividades realizadas sob a lona.

“Ao longo desses 16 anos, vimos milhares de pessoas passarem pelo Unicirco e sempre soubemos da força transformadora que a cultura pode ter na vida de uma criança, de uma família e de uma comunidade. Esse estudo revela uma outra dimensão desse trabalho: quando se investe em cultura, há uma cadeia inteira que se movimenta. Há trabalho, renda, circulação de pessoas e desenvolvimento no entorno. É muito significativo poder enxergar esse impacto também em números”, afirma Frota.

A FGV utilizou no levantamento a metodologia de Matriz de Insumo-Produto, ferramenta que permite estimar os efeitos diretos e indiretos de uma atividade sobre diferentes setores da economia. A análise considera, entre suas premissas, um público anual de 100 mil pessoas, com gasto médio de R$ 52 por visitante em itens como alimentação, bebidas e transporte, além de investimento operacional anual de R$ 3,6 milhões.

A maior parcela da movimentação econômica está relacionada ao público. Segundo o levantamento, os gastos dos visitantes geram cerca de R$ 9,6 milhões em atividade econômica e sustentam 82 postos de trabalho. Já a própria operação do Unicirco responde por aproximadamente R$ 6,1 milhões, além de 59 postos de trabalho e R$ 1,6 milhão em renda.

Um dos indicadores destacados pelo estudo é o chamado efeito de alavancagem. A FGV estima que cada R$ 1 empregado na operação do Unicirco resulte em R$ 4,37 de movimentação econômica, considerando os efeitos diretos e indiretos produzidos pela atividade.


Marcos Frota celebra frutos gerados pelo Instituto Unicirco. Foto: Renzo Gostoli

Para Frota, o resultado também reforça a importância da continuidade de projetos culturais com atuação permanente nos territórios.

“Cultura precisa ser compreendida também como investimento em desenvolvimento. Quando um projeto permanece, cria vínculos e constrói uma história junto à cidade, os resultados ultrapassam o campo artístico. Com o apoio de parceiros como a Petrobras, o Unicirco chega aos 16 anos na Quinta da Boa Vista com a responsabilidade de continuar ampliando oportunidades e mostrando que cultura, inclusão e desenvolvimento podem caminhar juntos.”

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